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DISCIPLINA Listagem de Ementa/Programa

TEORIAS DA DEMOCRACIADISCIPLINA 387568

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ÓrgãoIPOL Instituto de Ciência Política
Código387568
DenominaçãoTeorias da Democracia
NívelMestrado
Início da Vigência em1985/1
Pré-requisitosDisciplina sem pré-requisitos
EmentaInício da Vigência em 2012/2

O curso apresentará as principais correntes da teoria da democracia contemporânea (e algumas de suas fontes), enfocando as possibilidades da participação e as características da representação política. Será dada ênfase à discussão sobre os limites da democracia liberal praticada nos países ocidentais e às propostas de uma democracia mais substantiva.

ProgramaInício da Vigência em 2012/2

I. As correntes principais.
Da democracia direta à representação política.
Os elitistas e a impossibilidade teórica da democracia. O modelo concorrencial.
O modelo republicano e o participacionismo.

II. Constrangimentos à participação.
Constrangimentos econômicos: capitalismo e democracia.
Constrangimentos simbólicos: o "capital político" e a ideologia individualista.
Minorias e políticas de quotas. A distinção público/privado e a crítica feminista.

III. Comunicação, participação e democracia.
Esfera pública discursiva; a teoria habermasiana e sua crítica.
As novas tecnologias da informação: utopias, fantasias e realidades.

IV. Ensaios e propostas.
Alternativas liberais para uma democracia participativa.
Visões de democracia pós-capitalista.

BibliografiaInício da Vigência em 2012/2

I. As correntes principais.
Da democracia direta à representação política.
M. I. Finley, "Líderes e liderados", em Democracia: antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988, pp. 17-53.
John Stuart Mill, "De como a forma idealmente melhor de governo é a representativa", em O governo.
Representativo. S. Paulo: Ibrasa, 1995, pp. 34-49. (Existem outras edições.).

Vladimir I. Lênin, "Democracia burguesa e democracia proletária", em A revolução proletária e o Renegado Kautsky, em Obras escolhidas em seis tomos, vol. 4. Moscou: Progresso; Lisboa: Avante.1982 pp. 21-8. (Existem outras edições.).

Hanna Fenichel Pitkin, "Political representation", em The concept of representation. Berkeley: University Of California Press, 1967, pp. 209-40. (Existe edição em espanhol.).

Os elitistas e a impossibilidade teórica da democracia. O modelo concorrencial.

Vilfredo Pareto, "As elites e o uso da fôrça na sociedade", em Amaury de Souza (org.), Sociologia.
Política. Rio de Janeiro: Zahar, 1966, pp. 70-88.
Gaetano Mosca, "A classe dirigente", em Amaury de Souza (org.), Sociologia política. Rio de Janeiro: Zahar, 1966, pp. 51-69.

Robert Michels, "A base conservadora da organização" e "A democracia e a lei de bronze da oligarquia", em Sociologia dos partidos políticos. Brasília: Editora UnB, 1982, pp. 219-36.

Mancur Olson Jr., "Group size and group behavior", em The logic of collective action. Cambridge (Mass.): Harvard University Press, 1971, pp. 53-65.

Joseph Schumpeter, "A doutrina clássica da democracia" e "Outra teoria da democracia" (parte I), em Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1984, pp. 313-40.

Anthony Downs, "Party motivation and the function of government in society", em An economic theory of democracy. New York: Harper & Brothers, 1957, pp. 21-35.

O modelo poliárquico e sua crítica. Alexis de Tocqueville, "Da associação política nos Estados Unidos", em A democracia na América. Belo Horizonte: Itatiaia; S. Paulo: Edusp, 1977, pp. 146-51. (Existem outras edições.).

Robert A. Dahl, "A democracia poliárquica", em Um prefácio à teoria democrática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1989, pp. 67-92.

Robert A. Dahl, "Democratization and public opposition" e "Does polyarchy matter?", em POlyarchy:
participation and opposition. New Haven: Yale University Press, 1971, pp. 1-32. (Existe edição em Português, publicada pela Edusp.) C. Wright Mills, "A elite do poder", em A elite do poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, pp. 319-49.

Peter Bachrach, "Introduction", em The theory of democratic elitism: a critique. Lanham: University Press of America, 1980, pp. 1-9.

O modelo republicano e o participacionismo.

"Jean-Jacques Rousseau,", do contrato social, Livro 11, capítulos I a IV. S. Paulo: Nova Cultural, 1987, Pp. 43-51. (Existem outras edições.).

Carole Pateman, "Teorias recentes da democracia e o 'mito clássico'" e "Rousseau, John Stuart Mill e G.". D. "H". "Cole: uma teoria participativa da democracia", em Participação e teoria democrática. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, pp. 9-63.

C. B. Macpherson, "Modelo 4: democracia participativa", em A democracia liberal: origens e evolução. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, pp. 97-116.

David Held, "Democratic autonomy", em Models of democracy. Stanford: Stanford University Press, 1996, pp. 295-334.

Chantal Mouffe, "Democratic citizenship and the political community", em Mouffe (ed.), Dimensions of radical democracy: pluralism, citizenship, community. London: Verso, 1992, pp. 225-39.

II. Constrangimentos à participação.

Constrangimentos econômicos: capitalismo e democracia.
Adam Przeworski, "O governo do capital", em Estado e economia no capitalismo. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1995, pp. 87-129.

Atílio A. Boron, "Mercado, Estado e democracia", em Estado, capitalismo e democracia na América latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994, pp. 49-86.

Ellen Meiksins Wood, "Labour and democracy, ancient and modern" e "The demos versus 'we, the people': from ancient to modern conceptions of citizenship", em Democracy against capitalism: renewing historical materialism. Cambridge: Cambridge University Press, 1995, pp. 181-237.

Claus Offe, "Dominação de classe e sistema político. Sobre a seletividade das instituições políticas", em Problemas estruturais do Estado capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984, pp. 140-77.

Constrangimentos simbólicos: o "capital político" e a ideologia individualista.
Pierre Bourdieu, "Culture et polique", em La distinction: critique sociale du jugement. Paris: Minuit, 1979, pp. 463-541. (Existem edições em inglês e em italiano.).

Pierre Bourdieu, "A representação política. Elementos para uma teoria do campo político", em O poder. Simbólico. Lisboa: Difel; Rio de Janeiro: Bertrand-Brasil, 1989, pp. 163-207.

Pierre Bourdieu, "A delegação e o fetichismo político", em Coisas ditas. S. Paulo: Brasiliense, 1990, pp. 188-206.

Claus Offe e Helmut Wiesenthal, "Duas lógicas da ação coletiva: anotações teóricas sobre classe social" e "Forma organizacional", em Offe, Problemas estruturais do Estado capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984, pp. 56-118.

Minorias e políticas de quotas. A distinção público/privado e a crítica feminista.
Anne Phillips, "So what's wrong with liberal democracy?", em Engendering democracy. University Park: The Pennsylvania State University Press, 1991, pp. 147-68.

Carole Pateman, "Fazendo contratos", em O contrato sexual. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993, pp. 15.-37.

Iris Marion Young, "A imparcialidade e o público cívico: algumas implicações das críticas feministas da teoria moral e política", em Seyla Benhabib e Drucilla Cornell, Feminismo como crítica da modernidade: releitura dos pensadores contemporâneos do ponto de vista da mulher. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, s.d., pp. 66-86

Chantal Mouffe, "Feminism, citizenship and radical democratic politics", em Judith Butler e Joan W. Scott (eds.), Feminists theorize the political. London: Routledge, 1992, pp. 369-84.

III. Comunicação, participação e democracia.

Esfera pública discursiva; a teoria habermasiana e sua crítica.
Hannah Arendt, "O homem: animal social ou político", em A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987, pp. 31-7.

Murray Edelman, "Introduction", em The symbolic uses of politics. Urbana: University of IIIinois Press, 1985, pp. 1-21.

Jürgen Habermas, "Mudança da função política da esfera pública", em Mudança estrutural da esfera. Pública. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984, pp. 213-73.

Wilson Gomes, "Esfera pública política e media: com Habermas, contra Habermas", em Antônio Albino C. Rubim, Ione Maria G. Bentz e Milton José Pinto (orgs.), Produção e recepção dos sentidos midiáticos. Petrópolis: Vozes, 1998, pp. 155-86.

Chantal Mouffe, "Democratic politics today", em Mouffe (ed.), Dimensions of radical democracy: Pluralism, citizenship, community. London: Verso, 1992, pp. 1-14.

Os meios de comunicação de massa.
John B. Thompson, "Para uma teoria social da comunicação de massa", em Ideologia e cultura moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes, 1998, pp. 285-351.

Pierre Bourdieu, "La structure invisible et ses effets", em Sur Ia télévision. Paris: Liber, 1997, pp. 44-78. (Existe edição em português, publicada pelas Vozes.)

John Keane, "Deregulation", em The media and democracy. Cambridge: Polity Press, 1991, pp. 51-91.

Mauro Wolf, "O estudo dos efeitos a longo prazo", em Teorias da comunicação. Lisboa: Presença, 1995, Pp. 125-58.

Giovanni Sartoti, "La oponión teledirigida", em Homo videns: Ia sociedad teledirigida. Buenos Aires: Taurus, 1998, pp. 65-102.

- As novas tecnologias da informação: utopias, fantasias e realidades.
Pierre Lévy, "Dinâmica das cidades inteligentes. Manifesto por uma política molecular", em A inteligência. coletiva. S. Paulo: Loyola, 1998, pp. 59-82.

Bill Gates, "Capitalismo sem força de atrito", em A estrada do futuro. S. Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp. 199-230.

Wilson Dizard, "O futuro em aberto", em A nova mídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, pp. 264-88. John D. H. Dowming, "Computer for political change: PeaceNet and Public Data Access", em Journal of Communication vol. 39(3). New York, 1989, pp. 154-62.

Lewis A. Friedland, "Electronic democracy and the new citizenship", em Media, Culture & Society vol. 18(2). Harrow, 1996, pp. 185-212.

IV. Ensaios e propostas.

Alternativas liberais para uma democracia participativa.
Benjamin Barber, Strong democracy: participatory politics for a new age. Berkeley: University of California Press, 1984.

James S. Fishkin, Democracy and deliberation: new directions for democratic reformo New Haven: Yale. University Press, 1991.

John Burnheim, Is democracy possible? Berkeley: University of California Press, 1985. Robert A. Dahl, Um prefácio à democracia econômica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.

Visões de democracia pós-capitalista.
André Gorz, Métamorphoses du travail: quête du senso Critique de Ia raison économique. Paris: Galilée,1988. (Existe edição em inglês, publicada por Verso sob o título Critique of economic reason).

André Gorz, Miseres du présent, richesse du possible. Paris: Galilée, 1997.

André Gorz, Les chemins du Paradis: I'agonie du Capital. Paris: Galilée, 1983.

André Gorz, Adeus ao proletariado: para além do socialismo. Rio de Janeiro: Forense-Universitária,1987.

Nicos Poulantzas, O Estado, o poder, o socialismo. Rio de Janeiro: Graal, 1980.