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DISCIPLINA Listagem de Ementa/Programa

DISCURSO E PODERDISCIPLINA 387517

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ÓrgãoIPOL Instituto de Ciência Política
Código387517
DenominaçãoDiscurso e Poder
NívelMestrado
Início da Vigência em1985/1
Pré-requisitosDisciplina sem pré-requisitos
EmentaInício da Vigência em 2012/2

O discurso tem como objetivo principal o estudo das relações entre discurso e poder, em suas dimensões teóricas e analíticas. O foco, a partir do estudo dessas relações, é sobre a dimensão simbólica das relações de poder.
Para tanto, percorre abordagens teóricas que estabelecem conceitos de discurso; que tratam dos vínculos entre as representações do social e a constituição da subjetividade; estabelecem relações entre imaginário, os discursos e as formas de instituição da sociedade e de construção da ordem simbólica; versam sobre a normalização e legitimação de valores e práticas e sobre as formas e funcionamentos da violência simbólica. Procura contribuir para estudos que tenham o discurso (entendido a partir de perspectivas teóricas variadas,
exploradas no curso) como elemento relevante em suas análises e reflexões.

BibliografiaInício da Vigência em 2012/2

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. SP, Hucitec, 1995; pp. 90-136 (capítulos 4, 5 e 6).


Discurso e Análise do Discurso: alguns conceitos
Michel PÊCHEUX - Por uma análise automática do discurso (cap. III, parte II, itens A e B). Campinas: Ed. Unicamp, 1997; pp. 69-92.
Leituras complementares:
BRANDÃO, Helena Nagamine. Introdução à análise do discurso. Campinas, Ed. Da Unicamp, 1998.
MAINGUENEAU, Dominique. "Discurso e análise do discurso". In: SIGNORINI, Inês (org.). [Re]discutir texto, gênero e discurso. SP, Parábola Editorial, 2008; pp. 157-184.
POSSENTI, Sírio. "Sobre as noções de sentido e efeito de sentido". Cadernos da F. F. C. Dossiê Análise do Discurso. CHACON, Lourenço e POSSENTI, Sírio (orgs.). Unesp, Marília, vol. 6, n.2, 1997; pp. 1-11.
_____. Discurso, estilo e subjetividade. SP, Martins Fontes, 1993; Capítulo 4, Língua e discurso, pp. 47-64.

Discurso e regimes de verdade
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. SP, Ed. Loyola, 1996.

Discurso, historicidade e arquivo
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 5.ed. RJ, Forense Universitária, 1997; Capítulo III, O enunciado e o arquivo, pp. 87-152.
Leituras complementares:
ACHARD, P. (Org.) Papel da memória. Campinas: Pontes, 1999.
BIROLI, Flávia. "Dizer no tempo: observações sobre história, historicidade e discurso". In: SIGNORINI, Inês (org.). [Re]discutir texto, gênero e discurso. SP, Parábola Editorial, 2008; pp. 157-184.
COURTINE, Jean-Jacques. "O chapéu de Clémentis. Observações sobre a memória e o esquecimento na enunciação do discurso político". In: INDURSKY, Freda; FERREIRA, Maria C.L. Os múltiplos territórios da análise do discurso. Ed. Sagra/Luzzato, 2000.
MARIANI, Bethania. O PCB e a imprensa. RJ, Revan; Campinas, SP, Editora da Unicamp, 1998.

Discurso, poder e formas de subjetivação
FOUCAULT, Michel. "Verdade e poder (entrevista com Michel Foucault)", em Microfísica do poder. 11a reimpressão. Rio de Janeiro: Graal, 1995; pp. 1-15.
Leituras complementares:
FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau; PUC, 1999 (Conferência V, pp. 103-126).
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade. Vol. 1 A vontade de saber.
FRASER, Nancy. "Foucault on modern power: empirical insights and normative confusions". Unruly practices: power, discourse and gender in contemporary social theory. Minneapolis, University of Minnesota Press,1989; pp. 17-34.


Poder, individualidade e narcisismo.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade liqüida. RJ, Jorge Zahar Ed., 2001; Capítulo 2: Individualidade; pp. 64-106.
Leituras complementares:
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. As estátuas pensantes.
ROUDINESCO, Elizabeth. "O culto de si e as novas formas de sofrimentos psíquicos". In: A análise e o arquivo. RJ, Jorge Zahar Ed., 2006; pp. 7-30.

Poder, individualidade e narcisismo 2.
Continuação.

A produção da opinião política.
BOURDIEU, Pierre. A distinção : crítica social do julgamento. São Paulo, SP, Edusp, Porto Alegre, RS, Zouk, 2007. Capítulo 8: Cultura e política; pp. 371-433.
Leituras complementares:
BOURDIEU, Pierre. Meditações pascalianas. RJ, Bertrand Brasil, 2001. Capítulo IV; p. 157-233.

A produção da opinião política 2.
Continuação.

A crítica à noção de imparcialidade e o debate sobre justiça
YOUNG, Iris Marion. Justice and the politics of difference. Princeton: Princeton University Press, 1990. Capítulos 2, "Five faces of power" (pp. 39-65) e 4, "The ideal of imparciality and the civic public" (pp. 96-121). [Há edição em espanhol: La justicia y la política de la diferencia. Madrid: Cátedra; València: Universitat de València, 2000.]
Leituras complementares:
OKIN, Susan. Justice, gender, and the family. New York: Basic Books, 1989.
RAWLS, John. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Primeira parte, "Teoria" (pp. 3-208).
RAWLS, John. O liberalismo político. São Paulo: Ática, 2000. Conferências II, "As capacidades dos cidadãos e sua representação" (pp. 91-133), e IV, "A idéia de um consenso sobreposto" (pp. 179-219).