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DISCIPLINA Listagem de Ementa/Programa

FILOSOFIA DA ARTEDISCIPLINA 356174

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ÓrgãoFAU Direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Código356174
DenominaçãoFilosofia da Arte
NívelMestrado
Início da Vigência em2018/2
Pré-requisitosDisciplina sem pré-requisitos
EmentaInício da Vigência em 2005/1

Análise de obras e movimentos artísticos de acordo com diferentes escolas filosóficas; a tensão entre o conceitual e o imagético; crise da teoria mimética e alternativas não-metafísicas no estudo da arte; a função estética e o caráter social das normas artísticas.

ProgramaInício da Vigência em 2005/1

Uma grande questão hoje é saber para onde irá a evolução arquitetônica e urbanística. Não é mais possível ficar preso apenas à doutrina da Bauhaus e à prática modernista. Ou pior: possível é, mas a cada dia se torna ainda mais uma regressão. Regredir não parece ser, no entanto, a posição da FAU. Mesmo que não haja unanimidade quanto aos caminhos a percorrer, ninguém pretende ficar parado.
O que vai ser, porém, uma superação do modernismo que possa ser chamada de pós-modernismo ou de algo mais? Para tanto não basta estudar o modernismo ou declarar a sua superação. Ele não foi inventado a partir do nada como única alternativa, e nele não acaba a história, nem mesmo numa cidade construída para se tornar um museu vivo do modernismo. Há uma longa tradição que em muitos pontos não foi superada pelo que pretendia ser um pensamento mais atual. Em última instância, nem sequer se trata de "superar o modernismo", mas de examinar a possibilidade de outros caminhos, práticas que derivam necessariamente de outros modos de pensar.
Se não se desenvolver isso com a máxima urgência e competência, em breve se estará na situação de nada mais poder fazer exceto copiar o que estará sendo feito em centros que terão feito o que aqui se terá evitado fazer. Se isso já aconteceu uma vez, foi burrice; se acontecer mais de uma vez, será suicídio intelectual. Ou se procura uma atualização com a evolução teórica e prática que ocorre em outros centros mundiais ou se vai cair na cópia de modelos feitos por eles. Isso não se resolve com posturas arrogantes e nem fazendo de conta que o problema não existe.

BibliografiaInício da Vigência em 2005/1

Adorno, Theodor W. Antologia, Coleção Cientistas Sociais, São Paulo, Ática, 1985.
Aristóteles. Poética, Brasília, Imp. Nacional, 2ª ed., 1990, trad. Eudoro de Souza.
Aristóteles, Horácio, Longino. A poética clássica, São Paulo, Cultrix, 1992.
Benjamin, Walter. Antologia, Coleção Cientistas Sociais, São Paulo, Ática, 1985
Kant, Imanuel. Crítica da faculdade do juízo, Rio, Ed. Forense Universitária, 2002.
Hauser, Arnold. Teorias da arte, São Paulo, Livraria Martins Fontes, 1973.
Nietzsche, O nascimento da tragédia e Assim falava Zaratustra.
Nietzsche, Friedrich. Fragmentos do espólio,
Platão. A república, Lisboa, Fundação Gulbenkian, trad. Maria H. Rocha Pereira.
Tinianov, Iúri. O problema da linguagem poética, Rio, Tempo Brasileiro, 1975.
Taine, H. Filosofia da arte, 2 volumes, São Paulo, Edições Cultura, 1944,
Cassirer, Ernst. Filosofia de las formas simbólicas, 3 vols., México, Fondo de Cultura Econômica, 1976